domingo, 22 de fevereiro de 2009

o jacaré careca -VALDICLEIA GLEISE COSTA


O JACARÉ CARECA
Valdicleia Gleise Costa

Era uma vez .
um enorme jacaré
que morava no rio grande
O Jacaré Careca era atraído por um cheirinho muito especial...
não há casa que ele não entre,sorrateiramente
vai bem devagarzinho , pelos cantos ,escondido
ele entra a procura daquele cheirinho muito doce,característico
o Jacaré Careca fica maluco, maluco...
para pegar o que quer
o Jacaré Careca fica doidão ao ver.!!!!…
-Chupeta de bebê
toda chupeta que ele vê
corre logo para pegar
coloca todas na boca
rouba uma por uma
e nunca mais as devolve
e ficam as pobres criancinhas arrependidas
por não ter guardado suas chupetas logo
ao acordar.. buá , buá
o Jacaré Careca não é mau não
é que ele tem muitos filhinhos e todos querem chupetas.
Não deixe sua chupeta a toa por aí
o Jacaré Careca pode pegá-la.!

Balharina de RODINHAS - VALDICLEIA GLEISE COSTA





Olhar para os lados é muito bom.
Para o coração e cabeça , !
Subir na mesa ver o que tem a sua volta de lá cima.
Ficar de ponta cabeça no sofá ,olhar, olhar.


Olhar,pensar!
Girar inclinando a cabeça.
Parar pra observar e analisar !
Cada coisa em nossa volta e a visão que temos de um ponto de vista ,é o que vemos só como somos ,gostamos ,e fazemos.
Será ,que não há outras formas de vê,fazer,e sentir?
Como os outros nos vê ?
Como vemos os outros?
Como mudar nosso olhar ?
Como perceber quem está em nossa volta ?
Como calidoscópio somos diferentes , a cada instante.
Se não somos iguais todo tempo por que queremos que todos sejam iguais ?
É muito legal ver o mundo sobe outro ponto de vista ,nem o meu ponto ,nem o seu ponto o nosso ponto...



Balharina de Rodinhas



Dança balharina...
Direita,1,2,3...
Esquerda,1,2,3...
Ponta de pé dá um giro
Há!Outra vez!
Sapatilha no pé amarradinha no tornozelo .
Outra vez,calcanhar ,dedos.
Direita,1,2,3...
Esquerda,1,2,3...
Ponta de pé ,salta gira,pirueta,1,2,3...

Marcha soldado!
Direita 1!2!3!4!
Esquerda volver!
Pisa firme na marcha !
Marcha soldado!Marcha!
Amarra o coturno! Firme na marcha.
Segue no ritmo 1,2,3,marcha!
Soldado!
Segue em frente marcha!
Os patins seguem ligeiros.
Gira o corpo salta,abre os braços e se abaixa.
As rodinhas nunca param,são livres?
Basta que eu faça um movimento e tudo vira de cabeça para baixo.
Zum,zum,zum...
Plact, ploct ,pum...
O que te faz parar,
quando algo você quer?
Caiu?levantou!
Tropeçou?
Aprumou o passo .
Qualquer um pode cair!
Mas só os fortes sabem seguir.
Um pezinho a frente um apoio legal, nada impede a gente.
Somos especiais!
Apoiado também vale.
Quatro rodinhas duas ou três !
Pega-pega ,não se entrega .
Chutar bola, fazer gol.
Saltar , também se pode de um jeito especial.
Depois você me acompanha e te levou em uma viagem de exploração .
O mundo em duas rodas ,de muletas ,ou botinhas , não há diferenças não !
Você ,brincará é com o menino[a] e com a imaginação .
Pode até ser bem mais divertido ,descobrir novos formas para o joguinho de sempre , brincar .
Dá mais empolgação
Encontrar novos caminhos para que todos possam participar.
Olhar para os lados é muito bom.
Para a cabeça ,e para o coração!
Subir na mesa ver o que tem a sua volta de lá cima.
Ficar de ponta cabeça no sofá ,olhar, olhar. Olhar,pensar!
Girar inclinando a cabeça.
Parar para observar e analisar !
Cada coisa em nossa volta e a visão que temos de um ponto de vista ,é o que vemos só como somos ,gostamos ,e fazemos.
Será ,que não há outras formas de vê,fazer,e sentir?
Como os outros nos vê ?
Como vemos os outros?
Como mudar nosso olhar ?
Como perceber quem está em nossa volta ?
Como calidoscópio somos diferentes , a cada instante.
Se não somos iguais todo tempo por que queremos que todos sejam iguais ?
É muito legal ver o mundo sobe outro ponto de vista ,nem o meu ponto ,nem o seu ponto o nosso ponto...

VALDICLEIA GLEISE COSTA



































































Remido Jota Carlos por VALDICLEIA GLEISE COSTA


Remido Jota Carlos

Um cronista social,com suas caricaturas que mais do que reler o pós primeira guerra de um Rio de Janeiro em preto e branco com o microscópio eletrônico de alta precisão caleidoscópica em seus traços precisos e simples e de um bom humor pungente e sagaz trazia o visionarísmo de um gênero em uma época preto e branco.
Transformador em suas melindrosas moderníssimas na androgenia premonitória de um novo século Jota Carlos inventou o design gráfico de várias revistas de uma época que não era sua mas que a releu com um futurismo óptico ,construindo conceitos libertários rompendo com os herméticos metodológicos dos estilos fotográficos de um período em que os processos evolutivos eram rigidamente controlados por valores de uma sociedade que se por um lado clamava por progresso por outro relutava em abdicar em ancestrais estruturas rigidamente estabelecidas.
Praia em movimentos , sob o olhar de Jota Carlos eram verdadeiras criticas de uma nova geração que reinterpretava-se ao reler-se em imagens visionárias de detalhes sutis que transformam o olhar de uma época na nova geração de brasileiros.
Maior caricatura de uma paixão por sua arte sucumbe sobre a prancheta de desenhos em 50 ,fazendo o que era um especialista .Encantando-nos...

O Pum do Meu pai por Valdicleia Gleise Costa


O PUM DO MEU PAI
VALDICLEIA GLEISE COSTA

O pum do meu pai um dia ainda sai no jornal.
pois é muito especial.
pum na sala ,pum no quarto ,pum no quintal
pum por toda a casa
pum na rua ,pum nos parques ,pum no planeta.
Para meu pai...
um pum a mais não faz mal.

Tem o pum silencioso,que é muito perigoso
tem o pum barulhento que com esse não me atormento.

Hoje eu estava pensando ...
o que o mundo está perdendo
o quanto mudaria a economia mundial .
se eu arrumasse um jeito de engarrafar o pum do meu pai

Qual seria a utilidade me perguntou minha mãe ?
poderíamos vender o pum engarrafado como combustível, mas seria muito poluente faria mal pra toda gente.
Poderia acabar com as pragas da lavoura e venenos não mais usar.
o perigo só seria as plantas não agüentar
e as plantações do mundo inteiro ...
dizimar.
E que tal resolvermos o problema da camada de ozônio ? que a poluição destrói ? usaríamos como escudo protetor e todos os raios que fossem entrando pelo buraco que se formou seria logo repelido pelo pum escudo protetor.

Poderia vender pra NASA
como arma química e as galáxias conquistar.
Mas ,nos planetas que houvesse vida logo iriam se entregar seja de marte ou plutão
todos em fila implorando...
com essa arma não!!!!

O pum do meu pai serviria para acabar com os assaltos !
o assaltante chegava e os sensores acusavam a necessidade urgente de acionar as armas.
para não ocorrer fuga , abriria logo o lacre e o pum armazenado anestesiaria a todos até a policia chegar.
o problema é que a policia desequipada poderia se contaminar.

Para que bomba de hidrogênio ? que traz tanta destruição .
com certeza não haveria mais guerras após minha revelação.
vai acabar os seqüestros ,fuga de presídios ,assaltos violência
invasão de sem terra
CPI do congresso e toda chateação
é só povo fazer uma ....
Punzinização.
a minha idéia é formidável sei que você vai concordar . Quem sabe também não tem um pai que possa ajudar.????

Valdicleia Gleise Costa













gravida adolescencia por gleise costa

Grávida adolescência
Valdicleia Gleise Costa

Não sei quando iniciou.
Uma noite, lá vinha eu andando,
Alheia ,despreocupada,
no walkman altos sons
Na boca , a lembrança dos beijos ,
do arrepio do desejo em ebulição.
Uma sombra refletida no chão
de alguma calçada uma imagem
deslocada do “Eu” comigo.Não?!
Era á sombra de alguém de quem?
Movia-se com meus gestos mais
não era eu , não podia ser eu ?
Levou algum tempo ...
Para de repente entender a imagem refletida era a minha mais não era como eu me percebia, não , não podia ser.?!
Em uma loja outro dia uma roupa radical incrementava meus sonhos de uma balada ocasional, mas no provador me encontrei com um espelho que refletia outro corpo ,outras formas outro “EU” que eu não queria .
Olhei bem o espelho encarei aquele estranho , um nariz desconhecido se fez instalar em minha cara ,me li um Pinochio .Não estava pronta ainda para ler-me.
Minhas formas ,outras formas que nem minhas ainda eram Meu púbis , minha pele,mamilos quadril,sono,enjôos,humor, tudo transformando o que já era mutante,oscilante.
De púbere, virava mater,
de menina virará mulher,
de filha virava mãe.De quem? –de alguém , não sei quem? Como saber se nem mesmo sei bem o que sou eu?
Foi tão rápido , não tive a intenção e derepente não obstantemente,a dor , o “EU” em transformação.
Virava eu em nós, sozinha na multidão de olhos que me olhavam ,nas ruas, na estação, na entrada da escola já não era mais um na multidão, e como eu sempre quis ser especial ,diferente , mais desta forma ...
Olhos e gestos se disfarçavam ,no ar a recriminação, recriminação...
Não passava de uma menina mais não era olhada assim , não!!!
O meu corpo pesado não era mais meu,eu queria as mesmas coisas de sempre e me cobravam maturidade, abnegação,dedicação,nessas formas eu não viveria o que era próprio dos meus
Eu era agora diferente, mesmo de algum modo igual,má companhia, imagem do exemplo do que não se deve fazer, e coisa e tal.
Hipócritas que negavam, o óbvio prazer, em um corpo jovem,adolescente descobrindo-se e descoberto que só queria “adolescer”.
Mas meu caso só era diferente pois trazia a prova no meu ventre, no meu corpo encravado , para isso não há perdão.
Por que fiz ou por que não , por que sim ou o por que não da prevenção ? não sei não ...
Por medo,desinformação,insegurança,por excesso de auto confiança, me descubro antes mesmo de ser “EU “ me torno “nós “ em uma gravidez adolescente.
E eu que sempre pensei que as mães fossem meio que perfeitas e a tudo e a todas as competências se fizessem instauram .
Vejo-me mãe com todos o medos e defeitos como qualquer uma menina, mulher , apenas sou eu aprendiz pela vida.


imagens arquivo pessoal gleise costa

Escolhas

Menino arteiro,subiu na estante,pendurando-se aqui e ali.
buscava lá alto o que não encontrava ,dependurava-se
Que cara sapeca !
-Encontrou? ...
-Não!Procurou , revirou escarafunchou.
beummmmm! ! ! !
Um estrondo e...
Ploc,plac,ploc ,ploc,brummmm! ! ! ! !
Virou a estante sobre o menino.
Menino arteiro ficou espremido entre livros e caixas.
parado, sem lágrimas de olhos arregalados imóvel não se mexia.
Toc ,ToC ,TAm, TAm ,TAm, só seu coração.
Uma banda completa acelerada batucando bem alto.
Toc tuc, tuc toc, tram- tram ,tram- tram...
-Respira menino!
Gritou sua mãe!
-Está machucado?
Todos em volta e o menino imóvel sem reação.
Repentinamente !!! Nada mais que de repente !
Haaaaa!
Achei! achei!Grita o menino com um livro na mão.
Menino arteiro não tem jeito ,não!!!
De ponta cabeça ,revira o menino toda bagunça que acabara de fazer, não estava satisfeito , queria mais?
O que o menino pretendia ?
Apenas escolher ... Entre figuras coloridas, letras grandonas, rimas enredo.
Eu quero escolher , o livro certo para o que sinto hoje !
Estou alegre como chuva ligeira que vem correndo atrás da gente nas tardes quentes.
Estou leve como pluma de ninho que caiu devagarzinho empurrada pelo vento rodopiando em círculos , girando subindo lentamente e caindo ligeira no ar.
Estou saltitante como pipoca em microondas louca para pular fora do saco e me esparramar.
Estou quente igualzinho a bolo feito por vovô nas férias de Janeiro nas tardes sem fim de riso e gargalhadas , sem tarefas , sem hora certa só o agora ,o agora mais agorinha ainda pro bolo partido na frente do ventilador esfriar .
E o cheiro invadindo o ar...na espera eterna do agora ...Já,já!

Estou elétrico feito carrinho novo , barulhento cheio de luzes sirenes e motores, rompendo a sala entre as pernas das cadeiras ,bate e volta no tapete rodopia e se enrosca na cortina, até topar no pé de alguém apressado emburrado cheio de “trabalho na cabeça” que ameaça desligar ,mas que acaba dando de ombros e desenrosca-o da cortina e outra trilha pela casa sai a agitar.

Hoje estou cheio de força igual formiga posso o mundo carregar, daqui pra lá de lá pra cá .

Que cara tenho hoje? É a cara do livro que quero !
Quero imagens grandes e alegres , quero ler feito quem devora cocada de duas bocanhadas .
Quero uma história emocionante que em seus braços me carregue sem meus pés no chão tocar,e me deixe sonhando me reencontre a cada página que eu folhear.
Quero palavras fáceis! Que as engula ligeira uma a uma sem me chatear , sem a obrigação de ter obrigação de aprender ou depois ter de explicar.Quando não quero falar.
Quero curtir o momento por ser gostoso bebê-los a grades goles , saboreando o que vem depois e depois.

Quero a qualquer momento fechar as páginas por um breve instante e planos traçar ,imaginas caminhos cheio de possibilidades inesperadas.
E sem levantar do canto viajar o mundo intero,galáxias novas descobrir, ao me enfiar numa gota d’água e novos mundos reencontrar .
Quero escolher pois sei o que quero , não quero uma caixa fechada sem possibilidades.
Se agora sou herói daqui a pouco sou espaçonave, se ontem fui caubói, amanhã luto de espadas.
Ser mutante e não poder mudar de opinião? Ser humano e fazer minhas escolhas dependendo da ocasião.
Que cara tem o livro que quero ? É a cara que tenho no momento que escolho.Pois agora é agora e sei o que agora eu quero .

É muito simples o que quero ,você não acha?

Anjos-Gleise Costa





Anjos
Valdicleia Gleise Costa

Outro dia já ao final de expediente no trabalho , havia um grupo conversando...
- Hoje em dia já não existe mais milagres como na histórias bíblicas.
-Os anjos não vem mais a terra participar com os homens
- Anjos e milagres não existem ! Neste mundo é cada um por si , você tem é que garantir seu lado.
Fiquei com aquilo remexendo no juízo mais nada falei , quando o sinal tocou peguei meu material e fui para a parada de ônibus , o corre-corre do centro ,os ônibus lotados ,o barulho a agitação ,aquela cigarra pedindo parada ruidosamente , a fumaça dos carros ,o calor , o sapato apertado ,o cheiro de um dia de luta , já estava nauseada,tonta, anestesiada no vai e vem dos solavancos .
Quando vi um anjo!
Que do nada levantou e me deu a cadeira para sentar , os meus pés doloridos ,o peso que carregava , o enjôo da urbanidade saturante , tudo ficou em câmera lenta e em uma fração de segundos tive a certeza que aquele era um anjo , e não parou ai ...
Descendo as escadarias , de intermináveis degraus , com sacolas pesadas de compras , fui tocada no ombro por um adolescente da vizinhança que se prontificou em levar minhas sacolas até em casa , naquele minuto até esqueci do jogo de bola que ele e seus colegas tanto me perturbavam , pois é ! Até ele foi meu anjo .
Não venha me dizer que anjos não existem quando um deles já compartilhou sua sombrinha comigo numa manhã chuvosa até a parada de ônibus .
Os anjos estão em tantos lugares a qualquer momento você pode abrir a porta e um lhe trazer um telegrama daquele emprego que já amornara as esperanças .
Teu anjo pode está na carona do final do mês quando o dinheiro é curto para a passagem que inadvertidamente insiste em ser reajustadas.
Meu anjo pode está naquele amigo que canta sua música preferida no dia de seu aniversário e te dá de presente , quando mais ninguém lembrou.
Teu Anjo pode ser aquele que te empresta aquele livro , aquele! Que pela eternidade estará marcado em teu coração .
Teu anjo pode te trazer uma fatia fina de bolo para dividir com você na pausa do café ,de uma tarde fria .
Teu anjo pode ser , alguém que cuide bem de teus filhos para você poder trabalhar tranqüila.
Teu anjo pode ser , aquele ombro que nada pergunta , quando você vê só as nuvens negas no firmamento , mas respeitando o teu silêncio te mostra que sempre há um amanhã .
Teu anjo pode ser teu cão que te aguarda diariamente com um sorriso quando você chega , mesmo quando você nem nota que ele está ali.
Teu anjo pode ser aquele beija-for que pela janela você vê-lo persistente em fazer seu ninho tão próximo da agitação da megalópole que lhe rouba o verde.Te gritando silenciosamento -naõ desista!
Quando aquele vizinho faz uma visita no hospital a um doente , mesmo podendo está em mil lugares mais legais naquele momento , é um anjo de certo !
Teu anjo pode mesmo está , em você , quando apesar de tudo ainda entre pratos e panelas , roupa para lavar o almoço para fazer , ainda conversa sobre o desenho animado da tv com seu filho e senta com ele para assistir só um pedacinho entre tantos afazeres , ali você tornou-se um anjo .
Quando todos do prédio fazem uma cota para pagar a inscrição do vestibular do filho do porteiro . É um pequeno milagre!
Quando você escuta pela centésima vez a mesma história do seu avô como se fosse a primeira , é um pequeno milagre!
Quando você toma aquele sorvete na pracinha com seu filho e brinda com sorvete como se tivesse todo o tempo do mundo para empurrar o balanço no vai e vem da vida é um pequeno milagre...
Quando você consegue chegar a apresentação na escola de seu filho , apesar de tudo lá fora ,é um pequeno milagre!
Quando mesmo a pós sua jornada de trabalho você consegue assistir até a última aula , é um pequeno milagre!
Quando você escuta a ultima fofoca mais quente , fervendo de intrigas e mexericos , e você não passa a diante e não dá ouvidos , mais dá a oportunidade de ouvir outra versão das partes , é um pequeno milagre!
Quando você , consegue desligar a tv e conversar , é um pequeno milagre!
Quando! ...
Há , ta ! , você esperava vê num ônibus lotado na hora do pique do final do dia um anjo de enormes asas brancas e aquela rodinha flutuando sobre sua cabeça , ta bom ... !
Até os anjos se adaptam aos tempos modernos , precisamos estar antenados no tempo também , não venha me dizer que milagres não existem e que os anjos nos abandonaram.
Talvez , você não esteja querendo ver ! mais com um pouco de empenho vamos, tente , escreva aqui um milagre , um anjo que você viu ...
È só uma questão de aguçar os olhos e se permitir sensibilizar.
Se dê uma oportunidade de ler o mundo com menos ódio, já temos tanta violência embutida em ações, omissões...
Há violência que fere e dilaceram a pele , a mente , o espírito .
Há tanto pessimismo nos olhos das pessoas , que não conseguem ver a flor só os espinhos , que não sentem o perfume sutil só o amargo do adubo, mas o adubo tem seu lado bom , vitalizará a planta para florir mais .
Sozinhos nada somos , você já parou para observar um recém nascido , como ele precisa dos outros ,da palavra, da mão, do carinho,dos limites ,do encorajamento , da segurança , uma criança , um adolescente , um idoso , todos precisamos do outro , e por que o adulto se acha auto suficiente !
É apenas uma outra fase do grande projeto de vida .
Eu só consigo ser , quando somos , só consigo ter, quando temos ,só consigo amar quando amamos.
Veja os grandes milagres das pequenas ações cotidianas , veja os anjos que nos cercam a cada dia , perceba-se no outro que compartilha a grande esfera azul .

A CAIXA -POR VALDICLEIA GLEISE COSTA



A caixa


Eu adoro caixas!
Não sei se você vai me entender ou se vai me criticar também.
Quando olho uma caixa vejo suas forma suas cores e suas possibilidades .
Imagino seu conteúdo , tento viajar com ela por sua história ...
É! cada caixa tem uma história, as vezes as caixas vem de fabricas distantes , cercadas de tecnologia , as vezes as caixas são caseiras confeccionadas uma a uma manualmente, cada gota de cola, cada detalhe tem o seu por que de está ali, cada adorno foi estudado , de que lado vai o laço de fita ,ou se um belo arranjo de folhas secas ou um bonequinho de pano depende.
Cada caixa é única mesmo quando as imaginamos que são feitas em serie padronizadas ,cada uma tem algo peculiar que é só seu..
Se todas as caixas da vitrine são azuis ou amarelas , estampadas redondas ou quadradas,octavadas, se tem laçarote ou penduricalhos de fitas coloridas, se coloridas ou monocromáticas ,se altas, caixinhas ,de tampa transparente ou vazadas, se fortes ou frágeis , cada uma é única e inigualável.
Mas só observar as caixas não me satisfaz , fico conjeturando , fazendo mil viagens imaginárias como essa caixa foi fabricada ? e por quem como foi transportada? se ficou em um deposito largada por um tempão ?sem valor aparente ou se foi cuidadosamente transportada para a vitrines tidas como inigualável? se é feita de frágil papel de seda ? se é caixa de ornamentação ? ou utilitária ? se suporta o manuseio diário? são tantas observações , que quero perceber as caixas ,antes de chegar mais perto ...
Mas também o que eu vejo das caixas vai muito de como eu estou , quando estou zangada não consigo ver de cara a beleza das caixas , as xingo de pacotes feios e malamanhados , de entulhos amontoados que só atrapalham minha visão , acho até que sacolas plásticas transparentes seriam mais práticas de que essas caixas chatas sem razão.
Mas quando estou legal vejo a poesia em cada detalhe ,vejo as possibilidades até nas caixas de fósforos jogadas num canto do chão.
É só quando percebo que está em mim e não nas caixas a razão.
Você alguma vez já teve a emoção de encontrar uma caixa no fundo do maleiro de um guarda-roupa escondida atrás de pilhas de roupas de inverno uma caixa antiga esquecida ? Essa caixa debotada surrado pelo tempo passando seus dedos lentamente sobre a tampa que rasgada deixa a escuridão de suas entranhas entremostrar?
Uma caixa traz tantos segredos e tantas possibilidades...Abrir uma caixa é uma viagem.Mas tem de saber como chegar , não é ir logo metendo a mão virando-a de ponta cabeça , revirando seu conteúdo e sai deixando tudo jogado, por já ter perdido o interesse da descoberta, por ter olhado superficialmente achando na superfície das coisas o encontro real de seu conteúdo , você pode até revira uma caixa , acreditar que a tem ,mas só quando se permitir fazer parte dela e ela de você é que você penetra realmente em seu interior. O que dentro pode haver? Quantos segredos pode conter?quantas decepções ?
O que lá dentro por tanto tempo guardado quase esquecido pode revela-se a você?
Um laço de fita, um sapatinho de bebê , fotos ,postais , um papel de bala, um guardanapo rabiscado num canto,desenhos , sonhos,desejos de uma época distante , esperando que o ontem viagem seguro no tempo para as possibilidades do amanhã guardadas dos medos do hoje , nos por quês do hoje no calor das emoções e encontre paz e segurança no futuro eternizado das lembranças.
Uma caixa diz muito , revela tantos segredos , muito mais do que coisas , há pedacinhos de você, pedacinhos de sua vida quem abre uma caixa a muito escondida no fundo da solidão intocável de canto qualquer, lê a história de vida fragmentada em lembranças de muitas épocas, marcas de uma vida que guardada ,quase se eternizam .
Pois elas estão ali , bem ao alcance das mãos, a qualquer momento posso pegar,tocar as lembranças , reviver as emoções .
Lembranças que deixam seguros os que as tem , pois sabem seu conteúdo, mesmo que o eternize fechados,intocável por ser mais fácil assim,mesmo que tão dificil,mais está lá ,ali a um toque de sua tampa , o perfume no vazio recantos da lembrança, a brisa eternizada de um entardecer alaranjado, a chuva taciturna que grita ensudercedora no silêncio nossas dores , do gotejar de nossas lágrimas mascaradas pelos sorrisos mecânicos sociais , aceitável,dogmaticamente por todos, por ser mais fácil .Pra quem?
Há caixas que surpreendem , você olhar sua cor sua forma lhe atribui um valor um status, crê em seu brilho lapidado em espelhos polidos esquecidos da sílica que já foi da areia aquecida até moldar-se a imagem que lhes induz a refletir.
Iludem-se os que acham que penetram em seu interior tesouros encontrará .
Em seu interior só há de fato as cinzas em pó no vazio de suas existências.
Há caixas velhas remendadas que reluz ao serem abertas todo o brilho de eu conteúdo.
Há caixas novas plásticas sem rusgas, purpurinadas ,precisam da luz do outro para brilhar .
Há caixas que ao abri-las nos invade o nojo de seu fedor amargo , e achamos que não podemos aproveitá-las mais , só o lixo lhes cabe colocar.
É fácil jogá-las no lixo descartá-las , afastá-las de nós , mas isso tantos já fazem , só aumentando o lixo geral que acaba invadido nossas vidas , porque devemos permitir invadir ,nos afetar , por que não influenciar o lixo e com cândida ações reciclar , ver potencial no lixo ,oportunizar apresentar o seu melhor.
Mas o melhor de lá , depende do melhor que há dentro de mim , e sé não houver? E se for melhor fingir que há , mas que está além de minhas possibilidades ,escondendo-me na rotina empacoto-me , enriqueço-me com a goma da fita adesiva para justificar a imobilidade de minhas ações.
Há caixas de papelão grosso,redobrado,entre encaixado laterais reforçadas protegida de invasões
Dá tanto trabalho para se observar seu interior que muitos até desistem ,seguem atribuindo seu valor a firmeza de sua formas ,quase inviolável, quem a olha de forma superficial se satisfaz com seus rótulos , e símbolos que ostentam sua inviolabilidade
Outros , lentamente vão rompendo os seus lacres , seu âmago exposto a tanto massacrado, inquebrantável na rigidez das formas que sucumbe a delicadeza de quem souber abri-la sem dilacerar Há caixas altíssimas,difíceis de tocar seu interior profundo,há quem incessível sacolejam ,sacode ,reviram sem clareza do que faz, desorganizam seu interior sem preocupações de danificar e sem clareza esperam romper a obscuridade , mas acabam rompendo-se as paredes , danificada seu conteúdo pode se perder para sempre só com muito amor e dedicação podemos remendá-la mesmo sabendo que nunca mais será como nova.Mas também há quem as abando-se depois de rasgadas .
Há caixas que são pegajosas, viscosos seu interior cheios de doces as vezes revirados derramados, sujam a caixa, por excesso de açúcar , mas se a caixa é especialmente arrumada com cuidado os doces açucarados para não derramar nos solavancos da vida Há caixas que adornam com suas formas em que ninguém nada mais esperam e quando se vê lá em seu interior tem mais ,mais e mais .
Há caixas tidas sem tampa, sem limites que trasbordam o tempo todo ,e por isso não podemos confiar que seu conteúdo esteja realmente seguro, enganam-se quem a julgam assim,está sim completa e perfeitamente ajustada ,é que tem dimensionada a liberdade dos céus como limites.
Há caixas de remédios que aliviam dores e caixas de veneno que só trazem horrores.
Há caixas de madeira duras, e outras tantas de papelão que não suportam a umidade sem se desmanchar .
Há caixas de santinhos,imagens e rezas, quase completam-se como altar.
Há caixas utilitárias , prontas para servir,dimensionadas para servir completam-se servindo,sendo úteis .
Há caixas de pregos, vidros quebrados lâminas pontiagudas que podem nos machucar.
Há caixas com lindas fitas coloridas , mas estas fitas as obrigam ficar fechadas ,por mais cintilantes e ornadas que as fitas sejam , são na verdade correntes aprisionadoras que as limitam no intocável e distante de seu verdadeiro interior.
Há caixas que não sei como, dentro só há a verdade, a sua verdade, imutável verdade , e uma venda para obscurecer as centelhas de luz que possam cintilar do lado de fora da caixa , não é precioso ver nada mais além de sua verdade ,afinal toda a verdade já está em mim.
Há caixas que de tanto se expor as luzes dos refletores debotam , ressecam perdem o viço ,o frescor e desinteressam aos que a observam ,pois só tinham o brilho do papel lustroso que a embalavam.
Há caixas que formam bolor, num canto abandonadas, ninguém as quer abrir ,ninguém as quer tocar, temem sujar-se, impregnar-se de bolor, serem afetadas por elas, esquecem que afetamos ao sermos afetadas, tocamos ao sermos tocadas e transformamos e somos transformados.
Há caixas interiores e há caixas exteriores que nos impomos socialmente ou que nos são impostas .
Há caixas que encobrem caixas menores e mais profundamente alojados nos nossos recantos mais escuros e disfarçados .
Há caias pequenas com grandiosos segredos.
Há caixas imensas com uma gota d’água, exatamente aquela gota que aparentemente insignificante ,mas em meio as outras gotas transbordam o copo.
Há caixas antigas , de outras épocas , não foram moldadas sob a luz da tecnologia foram dobradas e encaixadas , e por ser diferentes de que agora são feitas podem causar algum impacto , afinal há caixas de games grampeadas , a caixas de componentes eletrônicos vulcanizadas a caixas cortadas a lazer , entender essas caixas dobradas e encaixadas verdadeiros origamis de suas história ,levam a rude demonstração de muitos
- não tenho paciência para origami , prefiro as caixas prontas e rápidas antenadas em meu tempo .
- não vejo graça no passado imobilizante,quero a rapidez frenética de meu tempo e do que há de vir .
Calma, haverá momentos que saber dobrar-se fará não rasgar , saber encaixar-se fará permanecer , para essas caixas antigas até hoje terem permanecido , tanto já viram e dobraram-se, absorveram, e construíram, é necessário ter passado para construir o futuro com alicerces fortes .
Há caixas em mim e em você .
Há caixas e mais caixas , só cabe aos que olham destacar a beleza de seus conteúdos,mesmo os mais escondidos, sempre há o que encontrar.
A beleza das caixas não está na própria caixa, está na perspectiva do olhar de quem a olha , quando olhada com ternura e respeito podemos ajudar a remendar a tampa com suavidade ,com clareza de não limitar , mas apresentar opções ,direções ,com o coração aberto e sem prejulgar seu conteúdo encontrarão brilho reluzente na imposição margeadora internos ou externos ,mas paulatinamente imobilizastes.
Um olhar especial pode ajudar flexibilizar ,libertar trazer a luz ao interior que desacreditado escurece, mas apoiado amado florescce.
Há caixas que outrora engorduradas e rançosas querem ser realmente destruídas tentam de todas as formas destruir-se , mas não é preciso um milagre para abri-la para a luz e a semente mofada pela circunstância levar a germinar, alongar seu braço verde lentamente com paciência .
O amor é fundamental neste instante a semente insegura testará novos caminhos até florescer ao sol , o seu olhara ,as suas ações ,a sua perseverança trará luz ao interior desta caixa , mas se você abandonar a caixinha , desistir de tentar sabemos o fim que a caixa terá.
O milagre que transforma esta na força interior , todos nós a temos e a podemos expor .
Há os que temem os outros o julgamento do outro o olhar do outro e imobilizam-se,travam uma batalha interior na busca do seu caminho por toda uma vida,
Há outros que abdicam-se , negam-se do direito de lutar pelo que são , moldam-se , adequa-se por ingenuamente considerar mais fácil .
E há os que olham as caixas que estão na vitrine da vida , trajando o ébano fundido de nuvens ,fluida do néctar doce , cítrico ,que se permitem abrirão ao abrir-se para o mundo e ser tocada tocando ,compartilhando sua vida .
Lendo-se ao ler cada historia de vitórias conquistas acertos e desacertos ,tentativas como quem pega uma caixa há muito escondida no fundo do armário e lê o livro de sua própria vida ao encontro de cada recordação que nos constitui como somos pois nos permitimos sentir sentindo.

UMAS PALAVRAS por VALDICLEIA GLEISE COSTA


Umas palavras.

O poema fugaz escapa-me ,
em fracionárias palavras que não se agregam ,
fonemas livres rebelam-se
fluidos ocultam-se em gotas d’água pingadas entre os dedos oleosos ,
não se fundem ,
seguem estreitas calha distintas no finito das secas palavras não ditas.
Reclusos eremitas do âmago introspectivos negam-se em convívio .
Suplico-lhes palavras ,
negam-se em resolutos nãos ,
não se dão ,
não me dão.
O silêncio em borbulhas angustiantes de inquietude abrem-se as chagas que no peito lívido despontam na casa das dores ,
dos amores,
dos medos ,
de todas as forças em coragem se forjam ,
em sons que captam o sublime etéreo singular coletivo de não ter palavras para expressar-me perante te.

MATER FEIJÃO - por VALDICLEIA GLEISE COSTA


Mater feijão




Parida da guerra, amarga o florescer do fim , novos tempos, com feijão e farinha, bolinho de dois molhado no molhinho dividido por tantas bocas que pudesse silenciosamente ocupar.
Lágrimas em castas não dissolvem as dores da ausência de direitos ,concreta posições do mulatinho feijão .
Alianças oligárquicas posicionam o poder do branco feijão , dos engenhos falidos do litoral ao sertão .
Rádio ecoam nas fachadas de seus casarões crivados do frágil poder decadente, recende o feijão fradinho ,em suplicas da manutenção das aparências ,mães que lutam por cheios pratos ,sonham com o amanhã melhor.
Radiola que se repetem os mesmos textos de um contexto sombrio, guarda nas entranhas o negro vinil, feijão preto dos morros que labutam oportunidades , sambam pra subir o asfalto descendo do morro para seguir mais alto nas escada invisíveis do capital frio que compram e vendem em pacotinhos felicidade .Feijão com arroz ,pratos que se repetem nas bocas saciadas corações em espetos ,temperados com sonhos,peitos grelhados na realidade.
Cd prata reluzente das voláteis chances de projeção cinco minutos de fama , melhor que uma vida inteira de exclusão,fracionadas oportunidades em massas heterogêneas ,toma feijão macassa ,mata a fome das massas anestesia multidões.
Feijão arroz e farinha enche as panças,esquece as tantas dores de leis que não pegam , de regras só para alguns,de direitos negados apenas listados em compêndios esquecidos dos homens indivíduos ha.
Feijão fava , amarga do dia de todos os dissabores ,faz volume no bucho,amassado pra facilitar a deglutição .


sábado, 7 de fevereiro de 2009

FOTO -GLEISE COSTA EM 1989

VALDICLEIA GLEISE COSTA

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Aula : Historias coletivas ,história pessoal .Faces de uma trajetória








ESCOLA SYLVIO RABELLO - UM LOCAL MUITO ESPECIAL QUE TRABALHEI.
AMOS AS PESSOAS QUE TRILHARAM JUNTAS PELA MELHORIA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QULIDADE






Historias coletivas,história pessoal .Faces de uma trajetória

Aula : Historias coletivas ,história pessoal .Faces de uma trajetória
Disciplina: História
PROFª GLEISE COSTA














Adaptação Professora Gleise Costa
Imagens :Arquivo Pessoal Gleise Costa










Historias coletivas ,história pessoal .Faces de uma trajetória 2 .

Historias coletivas ,historia pessoal .Faces de uma trajetória 2
Disciplina: História
APRESENTAÇÃO - FESTAS QUE MARCARAM UMA ÉPOCA - LAMBADA
APRESENTAÇÃO ECONOMIA AGRÁRIA - FAMÍLIAS EM ÊXODO

APRESENTAÇÃO TRANSPORTES - UMA SUB HISTÓRIA URBANA DOS TRABALHADORES ASSALARIADOS




APRESENTAÇÃO : OS MUITOS CAMINHOS DAS ÁGUAS EM RECIFE


Aula :
Adaptação Professora Gleise Costa
Imagens :Arquivo Pessoal Gleise Costa e da História da Escola Sylvio Rabello





Historias coletivas ,história pessoal .Faces de uma trajetória

Aula : Historias coletivas ,história pessoal .Faces de uma trajetória
Disciplina: História
Uma sala de aula dos anos 70

Sala de aula do ano de 2007
Reunião de professores dos anos 70


Reunião de professores do ano 2006

  • Adaptação: Professora Gleise Costa
    Imagens :Arquivo Pessoal Gleise Costa e da História da Escola Sylvio Rabello


    Procedimentos Didáticos

*Conversa informal com os alunos sobre o tema , e levantamento de como cada um pode contribuir com o coletivo.Levantamento de sugestões.

*Produzir uma entrevista e fazer coletas de materiais com membros da família e da comunidade com os subtemas

a] brinquedos e brincadeiras infantis

b] festas

c] recordações

d] moda

*Solicitar fotos , calendários ,postais ,recortes de revistas e jornais , objetos pessoais , roupas ,etc.Que caracterizem as variações sutis do tempo e as diferenças que o tempo nos permite observar no presente.

* Marca data para a socialização do material. Que deverá ser exposto em um varal de TNT preto com o título : Historias coletivas ,história pessoal .Faces de uma trajetória!

[em sacos plásticos identificados para não haver danos nos materiasi que devem ser devolvidos ao final do projeto.]

*Reservar um espaço no painel para o material trazido pela professora Gleise Costa, mostrando fotos de bebe , fases escolar, faculdade, namoro, casamento , filhos, abaixo das fotos o ano da foto e quantos anos fazem que foi tirada.

*Elaborar marcadores com sub temas :objetos pessoais , moda, brinquedos , etc.

*A pós montagem do painel de forma “natural”se possível os alunos devem elaborar uma resenha pessoal e / ou coletiva com as impressões que obtiveram com as imagens .

*Construir uma LINHA DE TEMPO , cruzando os anos onde cada imagem [levantar pontos de marcação mais comuns entre os alunos e a professora ]

*Preparar um manual instrução com as brincadeiras mais comuns dos périodos pesquisados , variações da moda para homens e mulheres e como as crianças eram contempladas ao longo da história.[ se possivel apresentar as brincadeiras na sala por convidados parentes ,amigos dos alunos]

* TODO O PROCESSO DEVERÁ SER FOTOGRAFADO/ FILMADO PARA SOCIALIAZAR COM OUTRAS SALAS.

Oficina de Máscaras

Oficina de Máscaras
Oficineira professora Gleise Costa
Técnicas: váriadas
Clientela : Discentes do Normal Médio
Local: Escola Estadual Sylvio Rabello
Imágens: Arquivo Pessoal Gleise Costa







Apresentação dos produtos desenvolvidos pelas alunas na oficina de máscara


Singular participação masculina nas oficinas



Apresentação de dança de uma aluna vinda do Amazonas.






Aula : Os Problemas do Atuais do Recife parte 2

Aula : Os Problemas do Atuais do Recife parte 2
Disciplina: História do Recife
Escola Municipal Paulo VI –Professora Gleise Costa
Adaptação do Atlas geográfico do Recife : Cedido pela Prefeitura do Recife
Imagens :Arquivo Pessoal Gleise Costa

A limpeza urbana, como um dos poucos serviços públicos municipais, evidencia-se por sua visibilidade, e em função de sua importância para a salubridade e a saúde da população, representa a forma com que a gestão urbana municipal demonstra sua preocupação com os aspectos sanitários e ambientais.

A qualidade deste serviço reside na operação pública, comercial, de suas diversas fases de ocorrência como varrição, coleta (pública, hospitalar, comércio e industrial), tratamento de capinação, raspagens e pinturas dos meios fios. Para esta qualidade também está envolvida a destinação final do lixo, onde se requer uma preocupação com as conseqüências ambientais e onde está o grande entrave da administração pública, tanto pela impossibilidade de dispor de áreas próximas, para redução dos custos de transportes, como de um eficiente sistema de tratamento final, capaz de eliminar os riscos ao meio ambiente.
São coletados mensalmente uma média de 53.842 toneladas de lixo, sendo:
· 34.922 toneladas/mês de lixo domiciliar e varrição;
· 17.041 toneladas/mês de lixo diversos - entulhos, raspagem, capinação, etc.;
· 974 toneladas/mês de lixo de podação;
· 781 toneladas/mês de lixo hospitalar;
· 124 toneladas/mês de lixo reciclável.




Coleta Domiciliar Alternativa

Realizada em áreas de difícil acesso aos veículos convencionais. São utilizados equipamentos alternativos para a coleta manual porta-a-porta, tais como: carroça, carro-de-mão, bangüê e até mini-trator. A freqüência é diária, no turno diurno.
Coleta de Resíduos de Podação e Limpeza de Jardins

Realizada em todas as áreas, seguindo programação específica da fiscalização. Recolhem-se os resíduos resultantes de podação pública e de origem domiciliar, desde que bem acondicionado em volume não superior a 300 litros.

Coleta de Resíduos Volumosos

Realizada em todas as áreas, seguindo programação específica da fiscalização. Recolhem-se os resíduos resultantes dos serviços de raspagem e capinação de vias, cadáveres de animais de pequeno porte, bem como de pontos críticos gerados pela população.

Coleta de Resíduos de Serviço de Saúde - RSS

Realizada pela DLU exclusivamente nas unidades de saúde do município, nas demais unidades de saúde a coleta e o tratamento ficam sob a responsabilidade das unidades geradoras, conforme estabelece a Lei Municipal nº 16.478/99.

Limpeza dos Logradouros

Trata-se de serviços de varrição, capinação, raspagem de linha d'água e pintura de meio-fio de vias pavimentadas, executados manualmente. A freqüência é diária nas áreas do centro, centro comercial de bairros periféricos e nas grandes avenidas e em freqüência alternada nas demais localidades da cidade.
Lavagem e Desinfecção de Vias Públicas, Pátios de Feiras e Mercados Públicos


São realizados serviços diariamente nas ruas do centro do Recife e em dias alternados, conforme programação específica, nos mercados públicos. São utilizados, além de equipes de garis, caminhões pipas abastecidos com água, detergentes e desinfetantes.
Limpeza de Praia

Trata-se de serviços de limpeza manual e mecanizada de aproximadamente 8km de extensão de faixa de areia da praia de Boa Viagem com freqüência diária diurna e noturna. São recolhidos e coletados cerca de 24 toneladas/dia.

Programas de Coleta Seletiva

Foto 11.13 - Caminhão que faz a Coleta porta-a-porta – Programa RecicLAR.
Fonte: PCR/EMLURB/DLU.Como meio de reduzir os impactos sócio ambiental e econômico provocados pela grande quantidade de resíduos sólidos gerados pela população, a EMLURB busca com o Programa de Coleta Seletiva a mudança de hábitos de consumo, visando a redução, reutilização e reciclagem dos resíduos, como também aumentar o tempo de vida útil do Aterro da Muribeca com a redução do quantitativo de resíduos sólidos coletados.

Através da participação de instituições públicas, privadas, organizações não governamentais e envolvimento dos munícipes, atualmente o Recife conta com 06 projetos que atuam incentivando a separação seletiva de resíduos sólidos recicláveis e/ou coletando e destinando às indústrias recicladoras.


Programas de Incentivo e Coleta Seletiva

Coleta Seletiva Comunitária

Implantado em 1993, atende a comunidades de baixa renda. Para atender aos objetivos sócio-ambientais são realizadas ações de mobilização conjunta com entidades comunitárias da localidade e, através da troca de materiais recicláveis por tickets alimento, incentiva-se a separação dos resíduos sólidos domiciliares.

Incentivo a Separação e Coleta Seletiva

Através da solicitação das instituições públicas, escolas e condôminos, com base em suas necessidades e potencialidades, são executadas ações ambientais através de palestras e reuniões que objetivam a reedição de idéias.

A EMLURB apóia a implantação do programa fornecendo orientações técnicas, quanto equipamentos, formas de acondicionamento e comercialização do material.

Em orgão público, o papel é o principal reciclável , através do slogan "Nosso Papel é reciclar", o mesmo serve de matéria prima para a Oficina de Papel Reciclado da D.L.U.. Além disto, esta oficina oferece cursos, além de incentivar a implantação de outras formas de reciclagem, demostrando a prática da reciclagem do papel artesanal, bem como o que se pode confeccionar com o mesmo.

Nesse programa, têm-se os projetos que buscam a expansão da coleta seletiva, como meio da educação ambiental:

· Coleta Seletiva em Estabelecimentos de Ensino,
· Coleta Seletiva em Condomínios
· Coleta Seletiva em Órgãos Públicos
Operação Praia Limpa

É uma campanha de conscientização com os banhistas, objetivando orientá-los para que durante sua permanência na praia o lixo produzido seja acondicionado e colocado nas lixeiras na faixa da praia. Durante esta ação contamos sempre com a parceria de empresas privadas para distribuição de sacolas plásticas.
Instalação de Contentores, Lixeiras e Papeleiras Plásticas

São realizados trabalhos de reposição e ampliação do número de lixeiras plásticas para uso público, sobretudo na praia de Boa Viagem. Atualmente existe em locais como: centro da cidade, praças, mercados, centro comercial de bairros e praias. A população dispõe de mais 2.500 cestas para o uso da disposição do lixo, exercendo na prática a cidadania.

Fonte: PCR/EMLURB/DLU.

Procedimentos didáticos

  • Dividir a classe em 4 grupos
  • Solicitar aos alunos que elaborem um Plano Publicitário para escola com o Tema : O Lixo de cada um. Também é meu !
  • Apresentar em sala de aula e selecionar por votação os dois grupos que participarão da semana do meio ambiente reapresentando o seu trabalho para toda a escola.

Aula : Os Problemas do Atuais do Recife - Profª Gleise Costa

Aula : Os Problemas do Atuais do Recife
Disciplina: História do Recife
Escola Municipal Paulo VI –Professora Gleise Costa
Adaptação do Atlas geográfico do Recife : Cedido pela Prefeitura do Recife
Imagens :Arquivo Pessoal Gleise Costa
A Principal cidade do Estado de Pernambuco – O RECIFE, foi construída sobre áreas de estuários que é Tipo de foz em que o curso de água se abre mais ou menos largamente.
E teve sua expansão a partir de aterros feitos sobre calhas fluviais[RIOS], manguezais e outras áreas úmidas, resultando numa difícil convivência com as águas circundantes.

Além disso, o alto índice de pobreza da população do Estado, agravado pelas freqüentes secas que afetam a área rural, induz uma forte migração para a capital em busca de oportunidades de emprego. Como não existe uma infra-estrutura adequada para atender ao crescimento da cidade, a população se instala em áreas inadequadas à ocupação, principalmente nas encostas sujeitas a deslizamentos e em áreas baixas sujeitas a inundações, elevando o potencial de risco nessas áreas.

A Planície do Recife pode ser definida como um conjunto de ilhas às quais foram sendo anexadas, sem o devido cuidado, áreas anfíbias e aquáticas. Este fato, nem sempre percebido dada as ações que os aterros causaram à paisagem original, é a principal causa da dificuldade de drenagem das águas pluviais e fluviais, também subordinadas aos fluxos das marés.




A captação indiscriminada de água subterrânea na faixa litorânea está ocasionando um preocupante rebaixamento do lençol freático, além do avanço da cunha salina em direção ao continente, contaminando irremediavelmente poços já perfurados, podendo comprometer o aqüífero Beberibe que abastece a região. Além disso, a ocupação urbana acelerada leva à contaminação dos mananciais por efluentes industriais e domésticos, que são lançados, sem qualquer tratamento, diretamente na rede de drenagem.

Os deslizamentos e erosões de encostas, o assoreamento dos canais e vales fluviais e as conseqüentes inundações, a erosão marinha, a contaminação dos mananciais de superfície e subsuperfície por avanço de cunha salina ou pela poluição por efluentes industriais e domésticos, são os principais problemas que afetam essa cidade, implantada num contexto fisiográfico peculiar e instável.

As peculiaridades do meio físico e a forma desordenada da ocupação do seu território pelo homem resultam em situações de risco geológico, particularmente os escorregamentos e as inundações.

Os escorregamentos de encostas, quase sempre associados a erosões localizadas, são problemas de grande repercussão pelo risco de perdas materiais e de vidas, sendo comuns nos períodos de invernos mais rigorosos. Diretamente associados às formas predatórias de ocupação desordenada, particularmente sobre sedimentos da Formação Barreiras, esses eventos mostram maior incidência nos morros de Casa Amarela e Ibura, com o predomínio de deslizamentos na zona norte (sedimentos mais argilosos) e de erosões na zona sul (sedimentos mais arenosos).


O Mapa de Risco das Encostas Ocupadas do Recife (Gusmão Filho et al., 1993) mostrou que 40% (90 Km2) da área do município é constituída por morros, dos quais 33 km2 são ocupados por uma população aproximada de 450.000 pessoas. Esse mapeamento mostrou que 12% da área ocupada apresenta risco de escorregamento Alto, 40% apresenta risco Mediano e 48% corresponde a Risco Baixo.





Nesse mapeamento, observou-se que a ocupação das encostas do Recife se dá prioritariamente de forma desordenada, concentrando problemas e criando situações de risco geológico. As principais formas de ocupação e sua distribuição espacial são mostradas na tabela a seguir.

TABELA 12.6
OCUPAÇÃO DOS MORROS DO RECIFE
PARÂMETROS
Modelo de Ocupação
Área Ocupada(ha)
População (hab.)
Densidade Média (hab/ha)
ZONA NORTE
Desordenado, por população de baixa renda, com dominância de invasões.
1.850
280.000
150
ZONA OESTE
Conjuntos habitacionais, ocupação informal consolidada e algumas invasões.
425
8.000
> 50
ZONA SUL
Conjuntos habitacionais nos topos planos e invasões nas encostas.
1.025
92.000
90
Fonte: Gusmão Filho, Jaime.

Gusmão Filho (1997) mostrou que entre 1993 e 1997 foram registrados 292 escorregamentos resultando em 65 mortes. Esses registros demonstram que nas áreas mapeadas como risco Alto, o número de acidentes é 2,5 vezes maior que nas áreas de risco Baixo.

Com relação à distribuição geográfica, 77% das áreas ocupadas da Zona Norte apresenta risco Alto, na Zona Sul apenas 23% se enquadram nesse grau de risco e na Zona Oeste só foram registrados riscos Mediano e Baixo.



Roteiro de Trabalho com o texto supracitado :

1. Primeira e Segunda Aulas:

· Através do data-show apresentar o texto aos alunos para uma leitura dialogada.
· Contrapor imagens da cidade , e de vários aspectos dos diferentes bairros.
· Dividir a sala em dois grupos com as mesmas tarefas .
Trabalhar o vocabulário que para os alunos, recortar de jornais e revistas copiá-las no computador para elaboração de uma apresentação em VCD, pesquisar imagens na internet[e arquivo fornecido pela professora Gleise Costa]

· Terceira Aula
Os dois grupos devem apresentar o produto final com suas interpretações pessoais .
Textos produzidos pelo grupo , seleção de imagens .




Conteúdo da disciplina História do Recife -PCR para as 6º série-2009

Foto : Arquivo Pessoal Gleise Costa -Tema Rolete de Cana

PCR- Escola Municipal Paulo VI- Profª Gleise Costa



Conteúdo da disciplina História do Recife para as 6º série-2009
UMA[1] aula por semana


1º Bloco de Atividades de Fevereiro a Abril



  • Os movimentos liberais no Recife A Revolução de 1817
    A Convençaõ de Beberibe
    A Confederação do Equador
    A Revolução Praieira



2º Bloco de Atividades -de Maio a Junho



  • Estrutura urbana e Arquitetura histórica
    Ruas,pontes,fortes,prédios históricos e teatros
    Os bairros do Recife
    O Porto
    Pontos históricos

3º Bloco de Atividades -de julho a setembro



  • Recife século XIX ao XXI
    Industrialização e Crescimento urbano
    O transporte urbano
    O predominio das oligarquias
    A Revolução de 1930 no Recife
    O êxodo urbano e o crescimento desordenado da cidade


4º Bloco de Atividades de Outubro a Dezembro


  • Cultura e Sociedade
    O folclore
    As instituições
    Problemas atuais
    Religiosidade e Comércio

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009