quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Texto: Urbanidade. Gleise Costa

Imagem:arquivo pessoal Gleise Costa
Texto: Urbanidade. Gleise Costa


Urbanidade

O holocausto pessoal dizimam a humanidade que há no Eu coletivo!
Humanos monstros espelham o Nós em cada um solitário .
Uns crédulos, outros ingênuos,outros nem puros nem maculados .
Um biótipo de classe,sonho de castas se estilhaçam
no ringir dos dentes da fome e do ódio.
Medo de todos e de cada um.
Amargo desejo de uma sociedade pura , livre, superior.
Utopia primaria raciocínio débil ...
Para os que morreram lutando por tal sonho o nosso Leviatã não do Hobbes mas dos pobres que não dormem , desmaiam sucumbindo a miséria de mais um dia.
Sua vigília atormentam-nos em pesadelos reais.
Os seus pesadelos ...Herança secular de indiferenças .
Crianças gélidas ,emoções temerárias , revidam a violência natural .
Deixe-os de lado...
Abra apenas os olhos para o brilho que reluz de imagens bem planejadas
e aceitáveis para não ser surpreendido pela magra mesquinhez
dos que em seus tronos de poder não se abalam nem
pelas balas nem pelo sangue que escorrem das sarjetas,
das selvas, dos mares.
Das almas
Pobre jovens que querem respostas...
Só que as respostas não permitem sonhos.

Gleise Costa

Soneto nº01-Aziago de Douglas Gonçalves Costa


Texto: DOUGLAS JOSÉ GONÇALVES COSTA - filho de Gleise Costa

imagem: GLEISE COSTA[GATO FEIO MARROM]


Soneto nºI Aziago

Vossas presas apunhalam-me carne.
Vós sentíeis a dor a ser sentida.
Matar-me com breve e só mordida.
O vosso medo tinha em atirar-me.

Mas soer já era em abocanhar-me.
O perene viver ao falecida.
Sentindo-se medo da vil partida.
Qual vosso medo que ao encurralar-me.

E quando dormes coragem acorda,
Quando acordas a coragem me foge.
Que, dia-a-dia me espia tanto quanto dorme.

Tenebroso medo qual tempo à corda,
A coragem que fora medo de hoje.
O medo dum dia mais aziago dorme.
Texto: DOUGLAS JOSÉ GONÇALVES COST

IMAGEM: GLEISE COSTA[GATO FEIO MARROM]